terça-feira, 24 de abril de 2012

Classificação de Eventos!!!


Olá pessoal. Tudo bem?

Após uma semana lotada de tarefas, estou aqui novamente. Dessa vez o tema escolhido pela professora foi “Classificação”.

Assim, escolhi escrever sobre os eventos, sendo um dos segmentos do turismo. De todas as bibliografias encontradas, nesta postagem falarei das conceituações e classificações escritas no livro de Ilka Paulete Svissero Tenan, da Coleção ABC do Turismo. Para isso, começarei – com perdão do trocadilho – do começo, isto é, o que são eventos e após as suas classificações.

Ilka coloca três palavras chaves que resumem o que são eventos, são elas, “acontecimento, eventual”, “pessoas” e “interesses comuns”.  Para o “acontecimento eventual” se explica que se for um acontecimento constante não é evento; para a segunda palavra chave, é evidente que um evento somente acontece porque há pessoas, sejam elas, organizadores ou participantes. E para “interesses comuns” estão envolvidos os desejos, expectativas e interesses, propriamente dito, das pessoas, sendo essa uma das coisas que garante o sucesso do evento.

Podemos classificar os eventos de diversas formas, uma delas é quanto à frequência de realização. Ou seja, os eventos podem ser:

  • Permanentes;
  • Esporádicos;
  • Únicos;
  • De oportunidade;
  • Quanto à localização;
  • Quanto à forma de participação;
  • Quanto ao alcance do público;
  • Quanto à dimensão;
  • Quanto ao objetivo;
  • Quanto à área de interesse;
  • Quanto ao escopo geográfico;
  • Quanto à tipologia.

É de fácil compreensão que os eventos realizados nacional e internacionalmente não acontecem da mesma forma, isto é, o tipo de exposição, de apresentação acontece de acordo com o tema, o interesse dos organizadores e ainda com o intuito de atingir o público alvo.

Dessa forma, a seguir vocês verão uma classificação mais detalhada dos eventos, ou seja, quanto a sua tipologia e uma breve descrição do que cada um significa.

  • Assembléia: reunião deliberativa onde representantes de grupos debatem assuntos de importância para seus representados. Pode ser técnico-científica, empresarial, de partidos políticos ou sindicatos.
  • Campeonato: conjunto de jogos ou disputas de uma mesma modalidade;
  • Concílio: assembléia de autoridades eclesiásticas católicas;
  • Conclave: assembléia de cardeais para a eleição do Papa.
  • Conferência: exposição de uma matéria perante um auditório, de caráter publico. O expositor se coloca a disposição para responder perguntas.
  • Congresso: reunião com o objetivo de estudar temas de interesse de grupos profissionais. Os mais comuns são os científicos.
  • Convenção: reunião na qual promove integração, reciclagem profissional, avaliação ou apresentação de diretrizes e metas.
  • Concurso: de caráter competitivo, seguindo regras e sendo acompanhado por um júri.
  • Debate: discussão entre dois ou mais oradores que defendem opiniões diferentes.
  • Desfile: de caráter expositivo, geralmente ligado a moda.
  • Encontro: reunião informal na qual pode ser a primeira fase para um evento estruturado.
  • Entrevista coletiva: um entrevistado expõe sobre um assunto de seu conhecimento, colocando-se a disposição também para perguntas de jornalistas, representantes de órgãos, etc.
  • Exposição: exibição publica de produtos.
  • Excursão: grupo de pessoas que viaja.
  • Feira: exibição para comercializar e demonstrar produtos.
  • Festival: artístico-cultural com apresentações selecionadas, objetivando competição, divulgação ou promoção comercial.
  • Festa: objetiva a comemoração de um fato ou data.
  • Fórum: reunião na qual se discute um assunto, tendo vários convidados apresentando seu ponto de vista.
  • Happy hour: é promovido por empresas ou entidades de classe, em restaurantes, bares ou galerias, e é oferecido bebidas e aperitivos.
  • Inauguração: apresentação ao público de novas construções ou instalações.
  • Jornada: realizadas periodicamente na qual são debatidos temas que não seriam debatidos em um congresso.
  • Lançamento de livro: apresentação de uma obra literária, com a presença do autor.
  • Leilão: de caráter público, vende-se um produto a quem der um lance maior.
  • Mesa-redonda: de 5 à 9 pessoas em uma mesa debatendo sobre um determinado assunto.
  • Mostra: circula por varias localidades expondo o mesmo conteúdo e forma.
  • Oficina: se assemelha ao workshop, no entanto é voltado para área educacional.
  • Olimpíada: conjunto de jogos de várias modalidades.
  • Palestra: menos formal que a conferência, e o palestrante fala sobre um tema predeterminado.
  • Roadshow: apresentação itinerante.
  • Salão: menor que a feira, mas há também a exposição publica de produtos.
  • Seminário: reunião em que é falado sobre um assunto nas quais as pessoas já tem conhecimento.
  • Show: apresentação artística de entretenimento a um público alvo.
  • Show-casing: exposição de produtos em vitrines fechadas, na qual a comunicação é estabelecida através de folhetos.
  • Simpósio: apresentação na qual um especialista de renome expõe a um público selecionado.
  • Teleconferência ou videoconferência: como o nome já diz, é uma conferência realizada por telefone, televisão e computador.
  • Torneio: evento competitivo de uma modalidade esportiva.
  • Vernissage: abertura de exposição de artes plásticas.
  • Workshop: palestrante fala sobre sua experiência e trabalha tópicos escolhidos com os participantes. Tem caráter educativo.

Portanto, após essa classificação, podemos então refletir o que tais eventos trazem para a(s) cidade(s) que os realizam, e para as pessoas que participam dos mesmos. É de fácil entendimento que para as pessoas, essa participação, seja em qual evento for, agregará um conhecimento, além de poder fazer contato com pessoas que têm o mesmo interesse.

Já para a(s) cidade(s) sede do evento, o beneficio é até maior, o que no final poderá também trazer os benefícios para as pessoas habitantes. Resumidamente, os eventos são as atividades nas quais dão um retorno econômico e social muito bom, tanto ao país quanto a cidade sede. Isso se dá devido a vários fatores, entre eles, quem vem participar de um evento nem sempre consegue conhecer o entorno da cidade, então volta; os participantes dos eventos normalmente trazem um acompanhante que na maioria das vezes este vem a lazer; se o evento ocorre com sucesso é mais um ponto positivo para a cidade/país em si e ainda o turista de eventos gasta mais que o turista de lazer, pois de acordo com Ilka, a viagem é menos dependente da escolha pessoal.

Assim, termino mais um post. Até a próxima galera!

Sistema Brasileiro de Meios de Hospedagem


Oi, gente! Tudo bem?

Como o tema abordado esta semana será “classificação”, falarei um pouco sobre o Sistema Brasileiro de Classificação de Meios de Hospedagem, porém, antes vamos relembrar em rápidas palavras o histórico deste no Brasil.

O modelo de classificação que seguimos atualmente foi idealizado na Europa – países como Estados Unidos e Canadá tem como parâmetro o preço da diária e a média de ocupação para classificar os hotéis.

A EMBRATUR, em 2002 definiu alguns parâmetros para sistematizar a classificação hoteleira, assim como a ABIH estabeleceu outra classificação (uma autoclassificação, já que feita pelos próprios hoteleiros e apenas chancelada pela ABIH). Assim, naquela época um mesmo hotel poderia ter simultaneamente três categorias diferentes: por exemplo, um hotel de montanha voltado para o lazer podia ser enquadrado simultaneamente nas categorias de lazer, de alto luxo e também como hotel de convenções.

Ano passado, o Ministério do Turismo, através de uma parceria com o Inmetro e a Sociedade Brasileira de Metrologia, elaborou o novo Sistema Brasileiro de Classificação de Meios de Hospedagem (SBClass), que estabelece sete diferentes tipos de meio de hospedagem e a classificação de 1 a 5 estrelas, de acordo com a categoria específica de cada tipo:

Hotel - de 1 a 5 estrelas
Hotel Fazenda - de 1 a 5 estrelas
Cama & Café - de 1 a 4 estrelas
Resort - de 4 a 5 estrelas
Hotel Histórico - de 3 a 5 estrelas
Pousada - de 1 a 5 estrelas
Flat/Apart-Hotel - de 3 a 5 estrelas


Segundo o Ministério do Turismo, foi realizado um projeto-piloto em oito estados brasileiros, quando avaliadores testaram as matrizes construídas em processo participativo para verificar se os requisitos eram adequados à realidade da hotelaria brasileira e fazer os ajustes necessários. Os estados contemplados no piloto foram: Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás, Pará e Pernambuco.


O principal objetivo é padronizar os meios de hospedagem brasileiros, garantindo maior segurança ao consumidor e criando um referencial para o mercado, entretanto o cadastramento dos hotéis ainda é voluntário.

No site do Ministério do Turismo é possível acessar todo conteúdo sobre a SBClass. Há também dois livros que falam a respeito do assunto:

E, #ficadica: segundo a SBClass, hotéis de 1 estrela só precisam fazer a troca de roupas de cama uma vez por semana.

Beijos e até a próxima!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

A classificação das carrocerias dos carros



Oi pessoal, como estão nessa noite fria e chuvosa?
O tempo aqui em São José dos Campos, interior de São Paulo, não deu trégua e São Pedro esta mandando água rs.
Bom, o tema dessa semana é para o grupo falar sobre classificação, seja ela de hospedagens, de eventos, feiras, entre outros segmentos que envolvem  classificações. Ciente disso, com essa chuva é bem difícil a gente ter coragem para sair de casa sem carro não é mesmo? Resolvi então, postar algo hoje falando sobre a classificação dos automóveis, que nós trazem conforto, acessibilidade e nos leva nos mais diferenciados lugares.
O tipo de carroceria dos carros as vezes que para quem é leigo no assunto – principalmente as mulheres rs que se confunde-se e não sabem diferenciar um carro do  outro pelo desinger do automóvel . O tamanho do carro é importante porque define o preço do carro, o perfil de quem o compra;  para saber se a carroceria é compatível com a garagem de sua casa e principalmente se cabe toda a família.
Para explicar melhor, a carroceria dos carros é a estrutura que envolve o carro e define o seu aspecto. É a forma do carro, que varia bastante e pode ser curta, comprida, quadrada, arredondada, e assim entre outros exemplos dos mais simples aos mais sofisticados carros, estes são alguns dos fatores que são considerados na hora da classificação das carrocerias dos carros.
O que influencia também no preço dos modelos, são itens de série,  ou seja, os itens que o carro possui,  ou seja,  disponibilizar vidros elétricos, aquecedor, limpador e desembaçador traseiro, etc.

Começando a classificação, temos o

·   Hacth compacto: Que são os modelos de entrada, mais simples e baratos encontrados no mercado automobilístico. Os modelos variam de 2 a 4 portas e na maior parte dos modelos o motor é bicombustível.
São carros práticos e por serem pequenos, são fáceis de manobrar. Porém possui seu porta-malas e capacidade para passageiros limitadas também. Os carros que possuem este tipo de carroceria são Fiat Uno, Peugeot 206, Chevrolet Celta, Ford Ka, Fiat Palio, etc.
Para exemplificar, a baixo o modelo do Ford Ka.




                     Imagem disponível em: http://autozine.com.br/


·    Hatch médio:  São maiores que o modelo citado acima. Os Hatch médio e esportivo tem  motor mais potente que os modelos com motor  1.0.
O acabamento do modelo é rico em detalhes e têm mais acessórios, então, com certeza, esses fatores interferem no preço, e são mais caros.
Por ter um motor potente, tem melhor desempenho e também velocidade. Os carros com essas características são: Fiat Stilo, Fiat Punto, Renault Sandero, VW Golf, VW Polo, Chevrolet Astra, Peugeot 307, Ford Focus.
Para vocês visualizarem, o modelo Peugeot 307.





·   Sedã compacto: São interessantes por conta do tamanho do porta-malas, que bem espaçoso. São montados a partir do modelo dos hacthes compactos.  Possui o motor  bicombustível. Os carros    com essa carroceria são: Chevrolet Corsa sedã, Chevrolet Corsa classic, Chevrolet Prisma, entre outros exemplos. Abaixo, o modelo Chevrolet Prisma. 




·   Sedã médio: São os preferidos pelas famílias e também pelas pessoas mais velhas. Possui o porta-malas grande e tem o motor mais eficaz que o do sedã compacto.
         Tem sofisticados e diversos acabamentos e itens de série. Veja alguns  exemplos:  Fiat Linea, Honda Civic, VW Polo Sedã, Chevrolet Vectra. Abaixo,  o modelo Toyota Corolla.






·  Sedã grande: São os carros mais caros e sofisticados do setor, pois para quem gosta de luxo e muito conforto, eles são os mais indicados. O que encarece a carroceria é que a maior parte dos modelos de carros são importados, e possuem acabamentos rico em detalhes.   
          Ford Fusion, VW Passat, Toyota Camry, Audi A6, Audi A8, Citroën C5,  Honda Accord, Mercedes-Benz Classe E, são alguns exemplos. A Hyundai azera também faz parte desta classificação e será mostrado abaixo.






·   Station wagon: São modelos indicados para quem gosta de viajar e leva muitas bagagens e tem família grande. O número de itens de série é flexível, às vezes possui muitos, às vezes não, o que interfere no preço final do carro a ser adquirido pelo cliente.

         Há modelos mais simples, tais como o Fiat Palio Weekend (Primeira imagem), mas também possui os modelos mais sofisticados (segunda imagem), tal como,  WV Space Fox.



      Imagem disponível em: http://dayerses.com/fiat-palio-weekend.html



       Imagem disponível em: http://volkswagen.itavema.com.br/spacefox.url.aspx



·    Picape: Teve o seu histórico iniciado como transporte de carga, mas conforme se passaram os tempos, o modelo foi passando a ser usado por jovens.
O modelo conta com uma cabine com dois lugares (ou cabine dupla, para cinco pessoas) e uma caçamba grande e aberta na parte traseira. Entre os vários exemplos, temos, o Ford F250, Ford Courier, Fiat Strada e Chevrolet Montana., Ford Ranger, Toyota Hilux e o Chevrolet S10 que será exibido a seguir.




·    Utilitário esportivo: Tem a carroceria alta e robusta, com opção de tração 4X4. Foram projetadas para andar em qualquer terreno, fora do asfalto. A tecnologia automotiva é de ponta, assim os detalhes, o luxo nos acabamentos também são.
Os exemplos dessa carroceria são: Porsche Cayenne, BMW X5, Mercedes-Benz ML, Jeep Cherokee, Nissan Pathfinder e Pajero Full, Ford EcoSport, Chevrolet Tracker. Veja o modelo do  
Porsche Cayenne. 




Leitores, esses são alguns exemplos das carroceiras dos carros, entre muitas outras que existem para todos os gostos e para todos os tipos de bolsos do comprador. Esperamos que tenham gostado do assunto e também esclarecido quaisquer dúvidas.


Abraços, até o próximo post!





Referência Bibliográfica
Tipos de Carro. Disponível em: <http://www.carrodegaragem.com/tipos-de-carros/>. Acesso: 22 em de abril de 2012.


segunda-feira, 9 de abril de 2012

Preparação para os Grandes Eventos em São Paulo no setor hoteleiro: alguns desafios!

Olá amigos deste Brasillll!

Já que a srtas. Natália e  Jéssica postaram, respectivamente, sobre o histórico da hotelaria no mundo e uma  experiência (desagradável) no Hotel Fórmule 1- Belém do Pará da rede Accor, acredito que seja conveniente abordar um assunto que tem sido debatido não somente por profissionais da área do turismo, como pela população em geral: a preparação dos hotéis para a Copa Mundial-2014 e os Jogos Olímpicos- 2016.
Para explicitar o tema, escolhi a matéria de capa: "A arte de hospedar" de Michelle Shimohama Marchesini da  Radar Magazine, cujo enfoque da revista é o turismo de negócios.
Sabemos que o Brasil, principalmente nos últimos anos, está sob olhares atentos de todo o mundo, como uma das principais economias globais. Por isso, o país vem em uma constante captação de eventos internacionais, imune à crise que assola os demais países, principalmente os Estados Unidos da América e grande parte dos países europeus.
Na matéria em questão, é mencionado o fato de que, até os anos 1990, a hotelaria nacional não supria totalmente ora a demanda, ora a oferta, o que ocasionava tensão no setor.

Fica explícito que a problemática principal com a vinda dos grandes eventos não é a acomodação das pessoas que participarão desses eventos no período, mas o que será feito com a oferta de hotéis após 2016. Nomes importantes deste ramo , entre eles,  Heber Garrido,  diretor nacional do Transamérica Hospitality Group, confirmam a ótima fase do país para expansão da rede hoteleira. Contudo, é salientado na matéria que o Brasil pode ser afetado pelos demais problemas que afligem os países em questão, devendo ter atenção especial à demanda cotidiana.

A Cidade de São Paulo é o expoente no setor hoteleiro nacional,  sendo responsável  atualmente  por 80% das reservas de hótéis no Brasil, tendo como enfoque os investimentos na área na categoria de negócios (business). Dessa maneira, apesar de a Cidade contar com 450 hotéis para uma grande diversidade de turistas, um dos desafios a serem superados é a captação e retenção de talentos e a qualificação profissional, não só para os megaeventos, mas a longo prazo.

Outro desafio para os próximos anos que pode ser citado é o remanejamento de eventos em São Paulo em determinados períodos, pois em fases de pico, a hospedagem em São Paulo é quase inrealizável, especialmente quando há a ocorrência de congressos, convenções e eventos de negócios. Entretanto, o tráfego intenso antes dos finais de semana é um indicativo que as pessoas saem da Cidade em busca de lazer em outros locais. O intuito, neste caso, é divulgar os atrativos da Cidade para serem usufruídos durante o final de semana. Por exemplo, Garrido menciona que a maioria dos hotéis da rede Transamérica estão em São Paulo, sendo que de segunda a quinta, a taxa de ocupação é de 95% e durante sábado e domingo, este número cai consideravelmente, chegando ao máximo a 65% de ocupação.  Isto demonstra a preocupação de divulgação da Cidade como destino que extrapola os negócios, considerando seu forte potencial para lazer e atrativos culturais para aqueles que vêm a negócios.

Além disso, é necessário que as redes hoteleiras de todo o país sempre se mantenham atualizadas e inovadoras, pois o consumidor (turista) contemporâneo tem como perfil a primazia pela  inovação tecnológica e a qualidade dos serviços prestados.

Assim, é notório que a principal questão a ser almejada é o protagonismo do ser humano na preparação para os megaeventos.Aliado a esses fatos há que se levar em conta a supervalorização de terrenos na Capital Paulista devido à  falta de espaço para a construção de novos empreendimentos, que obriga os investidores a encontrarem alternativas para a fidelização de seus clientes e a qualificação dos serviços de hospitalidade para receber os turistas.
Afinal, como Charles Chaplin (1889 - 1977) sabiamente disse: "Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade".

Para saber sobre a criação da Radar Magazine:

Atualmente, o site da Revista está indiponível.

sábado, 7 de abril de 2012

A experiência na estada do hotel Formule 1 em Belém do Pará.



Boa noite leitores... Aproveitando o feriado de Páscoa?

Depois do post para vocês saberem como ocorreu o histórico da Hotelaria, os motivos que levaram sua criação, penso que é muito valido postar algo hoje que ocorreu comigo entre os dias 26 a 30 de março de 2012, em um dos hotéis das redes mais conhecidas, a Accor - no Formule 1 de Belém do Pará, uma vez que os problemas que serão aqui apresentados ocorre ainda com certa frequência infelizmente.
O motivo da viagem foi a trabalho, e fui com mais duas amigas apresentar o projeto de Iniciação Cientifica que participo na EACH/USP,  na Universidade Federal do Pará, e bem antes, já tínhamos feito nossa reserva segura – que é a reserva que a pessoa coloca os dados do cartão de credito na reserva via internet - no hotel que segundo o site da AccorHotels.com (2011a) “ está situado no bairro São Brás, perto da estação de autocarros Belém. Fica próximo da zona comercial e turística Estação das Docas e o mercado Ver-o-Peso estão a 15 minutos”.
Eu e minha colega chegamos no hotel por volta das 03:00hs da manhã do dia 27, e já cansadas da viagem de avião de quatro horas de São Paulo à Belém, queríamos fazer o quanto antes o check-in e dormir, mas essa nossa vontade, só foi resolvida quase uma hora depois de muito estresse.
A demora ocorreu, pois íamos pagar as diárias do hotel com o cartão de credito de nossa outra colega que ia para Belém no mesmo dia às 14:00hs. Explicamos com toda a calma possível o processo da nossa forma de pagamento, onde iríamos ficar os quatro dias lá e se não podíamos resolver este problema quando a nossa outra colega chegasse, pois seria no cartão dela que pagaríamos as diárias, pois estávamos cansadas, mas o atendente simplesmente nos informou que NÃO PODERIA FAZER NADA POR NÓS, E SE QUISESSEMOS, ELE PODERIA INDICAR UM OUTRO HOTEL PARA QUE NÓS NOS HOSPEDASSEMOS.
Sim, pasmem se quiserem, mas o atendente nos deu essa resposta, além de nos reforçar a ideia de que o Hotel Formule 1 da rede Accor TINHA UM ATENDIMENTO DIFERENCIADO e que todo check-in é feito com o pagamento no ato da entrada no hotel, porém alegamos que no site não tinha nada explicando sobre. Mesmo assim, ele não se mostrou interessado em resolver nosso problema. A sorte foi que eu e a minha colega tínhamos uma reserva em dinheiro caso fosse preciso para alguma emergência, então, pagamos a diária do hotel, mas perdemos o desconto, que teríamos se fôssemos ficar os quatro dias. Mas, e se a gente não tivesse dinheiro em mãos, como ficaria nossa estada, para onde íamos as 03:00hs da manhã? E o pior, e o nosso direito como consumidor?
Este foi o primeiro problema. O segundo foi que o hotel tinha alguns orelhões, mas quando nós fomos usar, além da recepção não vender cartões telefônicos, os orelhões NÃO FUNCIONAVAM, ou seja, nos quatro dias ficamos incomunicáveis com nossa família e amigos, pois não tínhamos como entrar em contato no hotel, somente fora dele.
Como dentro do hotel não tínhamos como falar com nossos familiares, os pais da minha colega que fez o check-in comigo, ligaram várias vezes para o hotel e disseram para que a recepção avisasse para que ela entrasse em contato com eles. E adivinhem... A recepção mais uma vez, “desprezou” nosso problema e nos informou QUE NÃO FAZIAM SERVIÇOS DE MENSAGEM AOS HOSPEDES, quando ela foi perguntar na recepção se os pais dela haviam ligado no hotel para ter noticias. Não tivemos sequer um pedido de desculpas por parte deles!
O terceiro problema que encontramos foi referente à parte da tecnologia do hotel. O Wifi era cobrado pela utilização nos quartos e para nossa surpresa mais uma vez, tinha um péssimo sinal, isto quando não funcionava mesmo. Além disso, a internet que você usava nos computadores do hotel também era paga e em uma situação urgente, a mesma colega que teve problemas com o telefone, não conseguiu abrir documentos salvos em docx, ou seja, se não contássemos com a ajuda de uma pessoa que fizemos amizade no congresso que tinha um moden e estava hospedada no mesmo hotel ela perderia o dia da entrega do relatório e com certeza, seria prejudicada de alguma forma.
Pergunta que não querem calar e que nos permitem  refletir são as seguinte... Não poderia a recepção, que geralmente ficam com quatro atendentes ligar no quarto, ou ir até ele e dar algum recado? É um serviço que não é feito, mas e as exceções? Onde fica a credibilidade do hotel para com os clientes? E quanto a internet e o softwares dos computares, por quê não bons e atualizados?

Bom, para finalizar, no check-out, a colega que passou pelos transtornos do telefone e da internet deixou uma carta de reclamação na recepção e até o presente momento, não recebeu nenhuma resposta e algum pedido de desculpas.
A decisão de expor estes problemas, de desrespeito ao cliente aqui, é deixar você ciente leitor dos seus direitos, e atento para que eles não ocorram com você, pois ainda em algumas redes hoteleiras acontecem com frequência. Não podemos generalizar é claro, pois algumas redes oferecem serviços de alta qualidade e os clientes saem satisfeitos, tal como acontece com os hotéis Hilton.
É interessante frisar que às vezes “o barato sai caro” mesmo, então, antes de se hospedar em algum lugar procure referencias de pessoas que já foram e aprovaram os serviços do local. A internet neste quesito é uma forte aliada, pois por meio dela você consegue saber nos sites de reclamações se o serviço é ou não ruim, como por exemplo, o ReclameAqui.com.br, onde a colega que foi mais prejudicada neste tumulto todo - e que poderia ser evitado- reclamou do hotel.

Com todos estes problemas aqui mostrados, nós profissionais da área de Lazer e Turismo temos um olhar muito critico sobre o que aconteceu com uma das integrantes do grupo. Pensamos que o hotel Formule 1 em especial, pois não tivemos contado com outros hotéis da rede Accor, precisa de profissionais qualificados, começando por parte da gerencia até aos empregados do mesmo, pois os clientes, e seus problemas precisam ser respeitados acima de tudo. Isto é algo que às vezes não acontece como se pode ser visto pelo exemplo acima da experiência. O cenário da hospitalidade brasileira ainda tem muito a melhorar, mas o grupo acredita que a geração que esta para se formar em Turismo, Hotelaria, Lazer e Turismo mude está atual situação, para que ASSIM SE TENHA O TAL DO ATENDIMENTO DIFERENCIADO.

Vista do hotel Formule 1 (2012b)



E aproveitando a oportunidade rs, Feliz Páscoa a todos!!!!
Abraços, e até a próxima!
                      





Referências Bibliográficas:

2012 a. Formule1 Belém fotos & Vídeo. Disponível em: http://www.accorhotels.com/pt/hotel-5624-formule1-belem/media.shtml. Acesso em 07 de abril de 2012.
2012b. FORMULE1 Belém - descrição do hotel. Disponível em: http://www.accorhotels.com/pt/hotel-5624-formule1-belem/index.shtml. Acesso em 07 de abril de 2012.